Idosa é investigada por negar remédios e maus-tratos a neto com deficiência em Paulista

Vítima, que tem problemas de saúde e é agressiva, estaria sob cuidados da avó, que a privaria de exames e desviaria benefício federal; caso foi parar no Ministério Público após denúncia anônima.

A 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista instaurou um Procedimento Administrativo para apurar uma grave situação de vulnerabilidade e supostos maus-tratos envolvendo uma pessoa com deficiência. De acordo com a denúncia, a avó da vítima, responsável pelos seus cuidados após o óbito da mãe, estaria negando acesso a medicamentos, exames e ao cartão de benefício do governo, além de praticar agressões.

O caso veio à tona através de uma denúncia registrada pelo Ligue 180 – canal do Ministério das Mulheres – e repassada ao Ministério Público de Pernambuco. O relatório descreve a suposta vítima como uma pessoa com deficiência, problemas de saúde e comportamento agressivo, que depende integralmente dos cuidados da avó.

As investigações, iniciadas em 14 de novembro, apuram que o benefício federal recebido por pela suposta vítima não estaria sendo revertido em seus tratamentos de saúde. A denúncia ainda alega que a avó nega o acesso da vítima a exames médicos necessários e ao próprio cartão do benefício, configurando uma situação de extrema vulnerabilidade.

Diante da gravidade das acusações, que incluem a suposta prática de violência da avó contra o neto, a Promotoria determinou providências imediatas. A Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Paulista foi notificada e tem o prazo de 20 dias para apresentar um relatório detalhado sobre o caso, informando as medidas de proteção já adotadas e a situação cadastral dos benefícios sociais da vítima.

Além disso, devido aos indícios de crimes de maus-tratos e agressão, os autos foram encaminhados à Central de Inquéritos do Ministério Público para a abertura de um procedimento criminal específico. A promotora Kamila Renata Bezerra Guerra, responsável pelo caso, busca agora identificar a família extensa da vítima que possa prestar auxílio e garantir a sua integridade física e mental.

Imagem ilustrativa/Freepik

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