“Justiça é o que sustenta essa família”, afirma advogado que assume acusação no caso Edivaldo
Dr. Cláudio Soares destaca robustez de provas e garante rigor contra ameaças a familiares da vítima
O cenário jurídico do Sertão pernambucano ganhou um novo capítulo com a entrada oficial do advogado criminalista Dr. Cláudio Soares no caso que apura a morte de Edivaldo. Atuando como assistente de acusação, o jurista concedeu entrevista detalhando a estratégia de trabalho e o suporte à família da vítima, que enfrentou não apenas a perda, mas o choque de descobrir que o suposto acidente de 2024 foi, na verdade, um homicídio planejado.
Para o Dr. Cláudio, a missão vai além do rigor técnico: trata-se de dar voz a uma família que foi silenciada pela frieza dos acusados.
O Papel da Assistência de Acusação
Diferente da defesa, que busca proteger os direitos dos réus, o papel do Dr. Cláudio Soares como assistente de acusação é auxiliar o Ministério Público para garantir a condenação dos culpados. Ele destacou que sua primeira medida foi a habilitação nos autos e a análise do inquérito policial, que classificou como um trabalho de “brilhantismo” da Polícia Civil.
“Iremos trabalhar para que essas pessoas sejam condenadas na pena de homicídio triplamente qualificado. Acredito que, pelo conjunto probatório, a pena possa atingir o patamar de 30 anos ou mais”, pontuou o advogado.
Frieza e Estratégia Criminosa
Um dos pontos mais enfáticos da fala do advogado foi a descrição do comportamento da principal acusada — a viúva da vítima. Soares ressaltou que a polícia conseguiu enxergar através da “maquiagem” de um acidente de trânsito, identificando uma articulação baseada em ganância financeira e psicopatia.
A estratégia da acusação focará em três qualificadoras principais que o Ministério Público já inseriu na denúncia:
- Motivo Torpe: O desejo pelo benefício financeiro.
- Emboscada: O planejamento que impediu qualquer reação da vítima.
- Motivo Fútil: A insignificância dos valores humanos perante os interesses dos executores.
Proteção às Testemunhas e Familiares
O Dr. Cláudio Soares enviou um recado direto durante a entrevista: não tolerará qualquer tentativa de intimidação contra a família de Edivaldo. A irmã da vítima, Tita, relatou ter sofrido ameaças da acusada antes da prisão.
“A partir de agora, qualquer ‘pantim’ ou movimento contra os familiares, buscaremos a instauração de novos inquéritos. Ela [Tita] é testemunha no processo e não pode ser coagida”, afirmou o advogado, alertando para crimes de coação no curso do processo e fraude processual.
Expectativa para o Tribunal do Júri
Apesar de o crime ter ocorrido em 2024 e o desfecho estar sendo traçado agora em 2026, o advogado esclareceu que o tempo não compromete a justiça, já que o crime de homicídio prescreve apenas após 20 anos.
A meta agora é conduzir o caso até o Tribunal do Júri Popular na comarca de Carnaíba. Soares acredita que, devido à gravidade e às provas “robustas e consistentes”, os réus devem permanecer presos preventivamente para garantir a ordem pública até o veredito final.



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