Mãe é condenada a 41 anos de prisão por torturar e matar o próprio filho de 1 ano em Paulista
Júri popular no Fórum da cidade considerou Nayara Uedna culpada pelos crimes de homicídio qualificado e tortura; criança de 1 ano e 5 meses foi vítima de agressões que culminaram em traumatismo craniano grave
Em um julgamento que chocou o Fórum de Paulista, a mãe Nayara Uedna Costa da Silva foi condenada, nesta quinta-feira (25), a uma pena total de 41 anos e sete meses de reclusão em regime fechado pela tortura e homicídio qualificado do próprio filho, uma criança de apenas 1 ano e 5 meses. A sentença foi proferida pelo juiz Thiago Cintra, titular da 1ª Vara Criminal da cidade.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os crimes ocorreram entre janeiro e fevereiro de 2023, na residência da família, localizada no bairro de Paratibe. Durante esse período, a ré utilizou de tortura como forma de castigo contra o bebê. A série de agressões culminou na morte da criança no dia 26 de fevereiro, quando Nayara Uedna espancou o filho, causando um traumatismo cranioencefálico grave.
Laudos periciais realizados no corpo da criança atestaram a violência sofrida, corroborando a acusação de que a morte foi o desfecho brutal de meses de maus-tratos.
A Dosimetria da Pena
O tribunal do júri, após considerar as provas e os depoimentos, definiu a pena para cada crime cometido:
- Homicídio Qualificado: Nayara Uedna foi sentenciada a 36 anos e 3 meses de reclusão. O crime foi enquadrado como qualificado por ter sido praticado por motivo fútil (banal), mediante tortura e com a proibição de defesa da vítima devido à sua extrema fragilidade – uma criança.
- Tortura: Para este crime, a condenação foi de 5 anos e 4 meses de prisão.
A pena total, somando os dois crimes, é de 41 anos e sete meses. Inicialmente, a sentença será cumprida em regime fechado. A defesa da ré ainda pode interpor recurso junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). No entanto, Nayara Uedna não terá o direito de recorrer em liberdade e permanecerá presa preventivamente.
O caso, que comoveu e revoltou a opinião pública da região, é visto pelo MPPE como um emblemático combate à violência doméstica contra crianças, reforçando a responsabilização penal mesmo quando o agressor é a própria figura que deveria garantir a proteção da vítima.



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