TCE-PE julga aposentadorias, analisa auditorias e rejeita cautelares em nova edição do Diário Oficial

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) publicou nesta quinta-feira (17) o Diário Eletrônico nº 123, trazendo um conjunto de decisões relevantes envolvendo prefeituras, câmaras municipais, secretarias estaduais e institutos de previdência. A publicação apresenta notificações processuais, decisões monocráticas, despachos administrativos, termos de inexigibilidade e relatórios de movimentação processual.

Auditorias Especiais: municípios e órgãos notificados

Cinco auditorias especiais motivaram notificações a gestores e empresas para apresentação de defesa, com prorrogação de prazo de 15 dias. As ações abrangem os municípios de Gravatá, Angelim e Petrolina, além da Secretaria da Mulher de Pernambuco:

  • Câmara e Prefeitura de Gravatá: investigações envolvem os exercícios de 2021 a 2024, com notificação a ex-presidentes e servidores.
  • Prefeitura de Angelim: diversas consultorias privadas foram notificadas por suspeitas de irregularidades entre 2021 e 2023.
  • Petrolina e Secretaria da Mulher também estão na mira do TCE, com apuração sobre possíveis falhas em 2024 e 2021, respectivamente.

Medidas cautelares são negadas em casos envolvendo Saúde

Duas representações com pedido de medida cautelar foram analisadas, mas rejeitadas pelos conselheiros:

  • Secretaria de Saúde de Pernambuco: o TCE negou pedido da empresa Action Group Ltda., que alegava prejuízo por instabilidade no sistema de compras eletrônicas durante licitação de evento orçado em R$ 1,5 milhão. Segundo o relator Marcos Loreto, não houve dano ao erário, pois outras empresas participaram e houve redução de 40% no valor final.
  • Prefeitura de São Bento do Una: o relator Carlos Neves também indeferiu pedido de suspensão de licitação para compra de água mineral. A decisão apontou ausência de urgência e de ilegalidades confirmadas.

Aposentadorias: decisões de legalidade e ilegalidade

O TCE-PE julgou diversos atos de aposentadoria e pensão, com destaque para municípios como Tuparetama, São José do Egito, Itapissuma, Manari e Jaboatão dos Guararapes. Veja alguns casos:

  • Tuparetama: uma aposentadoria foi considerada ilegal por descumprimento dos requisitos constitucionais, enquanto outro ato foi validado.
  • FUNAPE: julgamentos legais de aposentadorias e pensões, com ressalva de que os cálculos não foram analisados, conforme entendimento vigente.
  • Itaquitinga e São José do Egito: registros negados por falhas formais e ausência de fundamentação legal adequada.
  • Itapissuma e Manari: aposentadorias julgadas ilegais por erros de enquadramento de cargo e fundamentação.
  • CABOprev, IPRESB, Jaboatão PREV e Quixaba: atos validados, com observações sobre os cálculos previdenciários.

Em todos os casos de ilegalidade, os gestores responsáveis têm até cinco dias após o trânsito em julgado para anular os atos.

Contratações sem licitação na Escola de Contas

A Escola de Contas Públicas do TCE-PE formalizou duas contratações por inexigibilidade de licitação:

  • Curso sobre gestão orçamentária para a primeira infância: ministrado por Cristiane Capuchinho, com valor de R$ 8.500,00.
  • Curso sobre retenções tributárias, promovido pela empresa Open Soluções Tributárias, no valor de R$ 5.970,00.

Ambos os contratos foram justificados com base no artigo 74 da nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

Portarias e nomeações no TCE

Três portarias foram publicadas, designando servidores para funções gratificadas ou cargos comissionados:

  • Ézio Viana dos Reis assume interinamente a Gerência de Atas.
  • Virgínia Cunha Andrade Neves Baptista foi nomeada assessora no Ministério Público de Contas.
  • Ana Cristina Albuquerque Bezerra substitui assessor técnico no gabinete do conselheiro Eduardo Lyra Porto.

Desempenho processual: mais de 5 mil julgamentos no semestre

A Corregedoria-Geral do TCE-PE divulgou o relatório semestral de produtividade referente aos seis primeiros meses de 2025:

  • 5.795 processos foram distribuídos aos conselheiros e conselheiros substitutos.
  • Os conselheiros julgaram 4.996 processos; os substitutos, 135.
  • O estoque de processos pendentes ao final do semestre foi de 6.196.
  • O maior volume de julgamentos envolveu aposentadorias, pensões e reformas.

Leia abaixo a íntegra do documento:

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