TJPE converte prisão de mulher por tentativa de homicídio contra juiz em Ouricuri
Magistrado Carlos Eduardo Mathias passou por cirurgia no tórax após ataque na quinta-feira, mas encontra-se estável e consciente; suspeita teve prisão em flagrante convertida em preventiva
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que a mulher suspeita de tentar matar o juiz Carlos Eduardo Mathias, da comarca de Ouricuri, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (27). Maria Natália da Silva Tavares será recolhida a unidade penitenciária a ser indicada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização.
O ataque ocorreu na manhã de quinta-feira, quando o magistrado sofreu uma tentativa de homicídio. Segundo o TJPE, embora nenhum órgão vital tenha sido atingido, o juiz precisou ser submetido a uma cirurgia no tórax no Hospital Regional de Ouricuri.
Estado de saúde do magistrado
De acordo com informações médicas divulgadas pelo Tribunal, não há risco de morte e o juiz passa bem. “O magistrado está estável, consciente e optou por não ser transferido para nenhum outro hospital”, informou a nota oficial.
Imediatamente após o atentado, o TJPE acionou sua Comissão de Segurança e Integridade da Magistratura e se colocou à disposição das autoridades policiais que investigam o caso. O Tribunal também afirmou que “está pronto para qualquer ação no sentido de esclarecer o caso rapidamente”.
Solidariedade do Judiciário
Em comunicado, o TJPE manifestou solidariedade ao magistrado: “Todos que fazem o Judiciário pernambucano torcem pelo seu pronto restabelecimento”.
A conversão da prisão em flagrante para preventiva pela Central Especializada das Garantias de Ouricuri indica que a Justiça entendeu existir elementos que justificam a manutenção da custódia da suspeita, seja por risco à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei penal.
O caso ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança de magistrados em todo o país, tendo motivado a criação de comissões específicas para tratar da proteção de juízes e servidores do Poder Judiciário.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias e motivações do ataque, enquanto a suspeita aguarda o andamento do processo na unidade prisional que será designada.



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