TJPE investe em cofres para guarda de armas e prepara “faxina” em dados de 7 mil servidores

Tribunal também define lista de jurados para 2026 e barra casamento comunitário por falta de planejamento

O Judiciário pernambucano começou a semana com uma agenda intensa de organização administrativa. Entre as medidas publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (26), destacam-se novos investimentos em segurança e um esforço concentrado para modernizar o histórico funcional de milhares de trabalhadores da justiça.

Segurança reforçada e logística

O Tribunal anunciou a abertura de uma licitação para a compra de 165 cofres. O objetivo é específico e direto: garantir a guarda segura de armas e munições sob responsabilidade do órgão. Além da segurança bélica, o TJPE também formalizou contratos para infraestrutura, incluindo o fornecimento de alimentação para eventos da Escola Judicial (ESMAPE) e a prorrogação de prazos para obras em andamento.

Mutirão de dados para 7 mil servidores

Na gestão de pessoas, o Presidente do Tribunal, Desembargador Ricardo Paes Barreto, prorrogou por mais quatro meses um grupo de trabalho especial. A missão é hercúlea: padronizar e sanear os dados funcionais de cerca de 7.000 servidores. Essa “limpeza” nos registros é o passo final para a migração para um novo sistema de RH (ADMRH), que promete dar mais agilidade e transparência à carreira do servidor público.

Olho no futuro e no interior

O atual Corregedor-Geral, Des. Francisco Bandeira de Mello, já começou a montar o time que o acompanhará em sua futura gestão como Presidente do Tribunal (biênio 2026–2028), indicando os juízes assessores que atuarão ao seu lado.

Já no interior do estado:

  • Tribunal do Júri: Foram publicadas as listas definitivas de cidadãos que atuarão como jurados em 2026 nas cidades de Recife, Caetés e Palmares. Em Petrolândia, o calendário de julgamentos populares já está fechado até julho.
  • Casamento barrado: Em Moreilândia, um pedido da prefeitura para realizar um casamento comunitário foi negado. O motivo foi o descumprimento do Código de Normas: o pedido foi feito com menos de 60 dias de antecedência, o que inviabiliza os trâmites legais dos cartórios.

Falta de defensores e promotores

Um ponto de atenção para a cidadania: o Conselho da Magistratura registrou ocorrências de ausência de defensores públicos e promotores em audiências. Para evitar que processos parassem, o Tribunal precisou nomear defensores dativos (advogados particulares pagos pelo Estado) e notificou os órgãos superiores para que expliquem as ausências.

Leia abaixo a íntegra do documento:

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