Advogada, professora e mestranda reúne experiência no serviço público, na docência e na atuação em mais de 40 comarcas pernambucanas
A advogada Janielly Nunes está entre as candidatas à vaga da advocacia no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pelo Quinto Constitucional, processo iniciado após a aposentadoria do desembargador Eduardo Sertório Canto. Natural de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, ela apresenta uma trajetória construída entre a advocacia, o serviço público e a formação jurídica.
Graduada em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Janielly é especialista em Processo Civil, mestranda em Direito e atua como professora da área processual. Ao longo da carreira, também acumulou experiências como servidora da Justiça Federal de Pernambuco, técnica fazendária da Prefeitura de Olinda e conciliadora do Procon.
Raízes no Sertão
Embora tenha se mudado para o Recife ainda jovem para cursar Direito, Janielly mantém forte ligação com o Sertão. Nascida e criada em Carnaíba, costuma destacar a influência da região em sua formação pessoal e profissional.
A candidata afirma que a vivência no interior contribuiu para compreender diferentes realidades sociais, experiência que mais tarde seria ampliada pela atuação profissional em diversas regiões do Estado.
Experiência na advocacia e no Judiciário
Com atuação em mais de 40 comarcas pernambucanas, Janielly construiu carreira voltada principalmente à advocacia cível. Entre as áreas em que atua, destaca-se a defesa de mutuários da Cohab e de proprietários dos chamados “prédios-caixão”, edificações que apresentaram problemas estruturais e motivaram demandas judiciais por indenização.
A experiência como servidora da Justiça Federal também é apontada como um diferencial em sua trajetória. Segundo ela, conhecer tanto a rotina da advocacia quanto o funcionamento interno do Judiciário proporciona uma visão mais ampla sobre os desafios enfrentados pelo sistema de Justiça.
Formação acadêmica e atuação institucional
Além da advocacia, Janielly desenvolve atividades na docência e participa de eventos acadêmicos voltados ao Direito Processual Civil. Também integra entidades jurídicas e atua na formação de novos profissionais da área.
A candidata defende o uso da tecnologia para ampliar a eficiência da prestação jurisdicional, desde que ferramentas como a inteligência artificial sejam utilizadas de forma responsável e supervisionada por profissionais qualificados.
Disputa pelo Quinto Constitucional
Janielly participou da última eleição para o Quinto Constitucional da advocacia e integrou a disputa após percorrer as subseccionais da OAB Pernambuco em diferentes regiões do Estado.
Agora, volta a concorrer à vaga destinada à advocacia no TJPE defendendo a valorização da experiência profissional, da interiorização da advocacia e da pluralidade de visões dentro dos tribunais.
A candidata também chama atenção para a participação feminina nos espaços de poder do sistema de Justiça. Caso seja escolhida ao final do processo, poderá se tornar a primeira mulher oriunda da advocacia a ocupar a vaga do Quinto Constitucional no Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Como funciona o Quinto Constitucional
Previsto no artigo 94 da Constituição Federal, o Quinto Constitucional reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para integrantes da advocacia e do Ministério Público. Em Pernambuco, a OAB-PE é responsável pela escolha da lista sêxtupla, que será encaminhada ao TJPE. O Tribunal formará a lista tríplice e a decisão final caberá à governadora do Estado.


