Presidente da Associação dos Advogados Municipalistas de Pernambuco, advogado atua há 23 anos na profissão e defende fortalecimento das prerrogativas da advocacia
O advogado Leonardo Oliveira está entre os candidatos à vaga da advocacia no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pelo Quinto Constitucional. Especialista em Direito Administrativo e Direito Municipal, ele construiu sua trajetória profissional atuando exclusivamente na advocacia e consolidou seu nome como uma das referências do municipalismo jurídico em Pernambuco.
Atualmente, Leonardo preside a Associação dos Advogados Municipalistas de Pernambuco (AAMPE) e acumula experiência em diferentes espaços da Ordem dos Advogados do Brasil, participando de conselhos, comissões e órgãos voltados ao fortalecimento institucional da advocacia.
Mais de duas décadas dedicadas à advocacia
Com 23 anos de atuação profissional, Leonardo costuma destacar a vivência diária da advocacia como uma das principais marcas de sua trajetória. Ao longo da carreira, desenvolveu atuação voltada principalmente ao Direito Público, assessorando municípios e acompanhando temas relacionados à administração pública, licitações, contratos administrativos e gestão municipal.
Sua experiência também inclui participação em órgãos da OAB, onde exerceu funções como conselheiro, integrante do Tribunal de Ética e dirigente de comissões estaduais e nacionais ligadas à advocacia.
Defesa da advocacia dativa
Nos últimos anos, Leonardo esteve entre os profissionais que participaram das discussões sobre a regulamentação da advocacia dativa em Pernambuco.
A pauta resultou na implantação de um novo sistema destinado à nomeação e remuneração de advogados dativos, estabelecendo regras para garantir maior celeridade no pagamento dos honorários e ampliar o acesso à assistência jurídica para cidadãos em situação de vulnerabilidade. Segundo o advogado, a iniciativa representa uma conquista histórica para a advocacia pernambucana e para o próprio sistema de Justiça.
Para ele, a valorização profissional dos advogados e o respeito às prerrogativas da classe são elementos fundamentais para o fortalecimento da prestação jurisdicional.
Advocacia, interiorização e representatividade
Ao longo de sua trajetória institucional, Leonardo também manteve atuação próxima às subseccionais da OAB em diferentes regiões do Estado. O contato com profissionais do interior e da Região Metropolitana contribuiu para a construção de uma visão voltada à defesa das demandas da advocacia em Pernambuco.
Segundo o candidato, o Quinto Constitucional deve ser ocupado por profissionais que conheçam a realidade enfrentada diariamente pelos advogados e que possam levar essa experiência para dentro dos tribunais.
Tecnologia e transformação da profissão
Leonardo acompanha as transformações tecnológicas que impactaram o exercício da advocacia nas últimas décadas. Do período dos processos físicos à atual realidade digital, ele defende o uso de ferramentas tecnológicas como forma de ampliar a produtividade e a eficiência da atividade jurídica.
Ao mesmo tempo, ressalta que recursos como a inteligência artificial devem funcionar como instrumentos de apoio ao trabalho do advogado, sem substituir a análise técnica, a responsabilidade profissional e a interpretação jurídica humana.
Disputa pelo Quinto Constitucional
Na eleição para o Quinto Constitucional, Leonardo busca representar a advocacia pernambucana levando ao Tribunal a experiência construída ao longo de mais de duas décadas de atuação profissional e participação institucional.
Entre as pautas que defende estão a valorização dos honorários advocatícios, a proteção das prerrogativas profissionais, o fortalecimento da advocacia do interior e a busca por maior celeridade na tramitação processual.
Como funciona a escolha
O Quinto Constitucional está previsto no artigo 94 da Constituição Federal e reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para integrantes da advocacia e do Ministério Público. A regra busca ampliar a pluralidade de experiências dentro dos tribunais e aproximar o Judiciário das diferentes carreiras jurídicas.
No caso da vaga destinada à advocacia no TJPE, a OAB Pernambuco escolherá os integrantes da lista sêxtupla. Em seguida, o Tribunal de Justiça formará a lista tríplice e a governadora de Pernambuco será responsável pela nomeação do novo desembargador ou da nova desembargadora.


