MPPE converte procedimento preparatório em inquérito civil para investigar normas de segurança no Hospital Memorial São José

Apuração conduzida pela 20ª Promotoria de Justiça da Capital busca esclarecer suposto descumprimento de regras urbanísticas e de segurança na unidade de saúde

O Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (com atuação em Habitação e Urbanismo), converteu o Procedimento Preparatório nº 04/2026-20ªPJHU em Inquérito Civil Público. A decisão consta na Portaria Conversão IC nº 27/2026–20ª PJHU (Procedimento nº 02009.001.165/2025), assinada pela promotora de justiça Fernanda Henriques da Nóbrega no dia 13 de agosto de 2026, e publicada no Diário Oficial do MPPE nesta terça-feira (1º). O objetivo da medida é investigar o possível descumprimento de normas de segurança por parte do Hospital Memorial São José, localizado no Recife.

A conversão do procedimento ocorreu diante da necessidade de prosseguir com as investigações e realizar diligências essenciais para esclarecer integralmente os fatos, verificar a presença de irregularidades e avaliar a necessidade de judicializar o caso, além do esgotamento do prazo estabelecido no artigo 32, parágrafo único, da Resolução RES-CSMP nº 003/2019 para a conclusão do procedimento preparatório anterior.

Fundamentação jurídica e normas de segurança

A atuação do Ministério Público baseia-se no artigo 129, inciso III, da Constituição Federal, no artigo 8º, § 1º, da Lei nº 7.347/85, e no artigo 26, inciso I, combinado com o artigo 27, parágrafo único, da Lei nº 8.625/93.

A deliberação fundamenta-se nos seguintes aspectos:

  • Defesa de direitos fundamentais: A atribuição do MPPE de zelar pelos direitos assegurados nas Constituições Federal e Estadual e na legislação sobre qualidade de vida e bem-estar, com foco na tutela de interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos relativos às funções urbanísticas.
  • Ordenamento do solo urbano: A competência do Município para ordenar o solo urbano e garantir o bem-estar dos habitantes, conforme preconiza o artigo 182 da Constituição Federal.
  • Avanço das apurações: A continuidade das diligências busca subsidiar uma eventual promoção de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o ajuizamento de Ação Civil Pública ou o arquivamento das peças de informação.

Providências determinantes e próximas etapas

A promotora de justiça responsável determinou o cumprimento imediato das seguintes medidas administrativas e de instrução:

AçãoDetalhamento
Registro no sistemaAutuação e registro das peças oriundas do procedimento anterior sob a forma de inquérito civil no Sistema de Informações do MPPE (SIM).
Notificação do noticianteNotificação do noticiante, acompanhada de cópia do Evento SIM nº 0041, estipulando o prazo de 10 dias para manifestação, além da comunicação sobre a instauração do inquérito.
Publicação e comunicaçõesEnvio de cópia da portaria para publicação no Diário Oficial e ao Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa do Meio Ambiente, além de comunicação formal ao Conselho Superior e à Corregedoria-Geral do MPPE.

Dados do procedimento:

  • Número: Inquérito Civil Público nº 02009.001.165/2025 (Portaria Conversão IC nº 27/2026–20ª PJHU; origem: Procedimento Preparatório nº 04/2026-20ªPJHU)
  • Órgão: 20ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Habitação e Urbanismo) / MPPE
  • Autoridade responsável: Fernanda Henriques da Nóbrega (20ª Promotora de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, em exercício simultâneo)
  • Data de expedição: quinta-feira (13)

Foto: Google Street View

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