Afogados da Ingazeira recebeu mentoria em advocacia criminal
A cidade de Afogados da Ingazeira sediou, entre os dias 4 e 6 de julho de 2025, a Mentoria de Prática na Advocacia Criminal, iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Afogados da Ingazeira, com apoio da Comissão de Direito Penal local. A capacitação foi conduzida pelo advogado criminalista e professor universitário Weryd Simões e teve todas as vagas preenchidas, reunindo profissionais e jovens advogados de diferentes municípios do Sertão do Pajeú.
A atividade aconteceu na sede da OAB local e foi organizada pela Comissão de Direito Penal, presidida pelo advogado Inan Kaleu, que também participou das discussões. Durante os três dias, os participantes puderam aprofundar o conhecimento técnico em temas como a atuação da advocacia criminal desde o inquérito policial até os tribunais superiores.
“É sempre uma honra retornar ao Pajeú das Flores, terra que tanto amo. Estamos aqui na sede da OAB de Afogados com um grupo de colegas discutindo a prática da advocacia criminal e compartilhando conhecimento jurídico de forma muito rica”, afirmou Weryd Simões em entrevista ao Causos & Causas. Ele destacou ainda que o objetivo da mentoria é fortalecer a interiorização do ensino jurídico, levando formação de qualidade a todos os cantos do estado. “Queremos que todo advogado, seja da capital ou do interior, atue com segurança, ética e domínio técnico”, completou.
O presidente da Comissão de Direito Penal, Inan Kaleu, agradeceu a presença do colega vindo da capital e frisou a importância do evento para a formação continuada da advocacia da região. “Dr. Weryd trouxe uma verdadeira riqueza de informações. A advocacia é dinâmica, e eventos como esse são fundamentais para agregar conhecimento, especialmente aos que estão começando na profissão”, afirmou.
Durante a mentoria, também houve espaço para reflexão sobre os desafios enfrentados na área criminal. Para Weryd Simões, a morosidade do sistema de justiça é um dos principais entraves da atuação penal no Brasil. “Infelizmente, o tempo é o maior inimigo para quem está de um lado ou de outro do processo. A lentidão da Justiça ainda é o maior desafio para quem milita na área criminal”, disse.



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