“Dever de casa” feito: Corregedoria arquiva inspeções após juízes baterem metas do CNJ
Comarcas de Pernambuco registram até 99% de eficiência em julgamentos; monitoramento permanente garante que ritmo não caia em 2026
A Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-PE) oficializou o arquivamento de diversas inspeções ordinárias em unidades judiciárias de todo o estado. O motivo é positivo: magistrados e servidores conseguiram superar os rigorosos índices de produtividade estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em algumas unidades de 2ª Entrância, a celeridade nos julgamentos chegou à impressionante marca de 99,19%.
O que são essas metas na prática?
Quando a Corregedoria diz que as metas foram “plenamente atingidas”, ela está atestando que a justiça está sendo entregue de forma mais rápida. O Corregedor-Geral, Des. Francisco Bandeira de Mello, destacou que o avanço reflete um compromisso com o desempenho institucional.
Os principais indicadores validados foram:
- Meta 1: Julgar mais processos do que o número de casos novos que entram.
- Meta 2: Julgar os processos mais antigos (foco na celeridade).
- Meta 4 e 8: Foco em áreas específicas, como crimes contra a administração pública e feminicídio.
- Meta 10: Impulsionar processos de ações ambientais.
Gestão eficiente do gabinete
Um dos pontos elogiados nos pareceres técnicos foi a organização interna. Segundo os documentos, o baixo volume de processos acumulados nos gabinetes se explica pela rapidez com que os juízes decidem e encaminham os processos para a secretaria. Outro índice fundamental citado é o IAD (Índice de Atendimento à Demanda), que mostra se a unidade consegue dar conta do que chega sem criar “estoque” de processos parados.
Olho no radar (SICOR)
Apesar do arquivamento das inspeções e do reconhecimento do bom trabalho, o TJPE não vai baixar a guarda. A Corregedoria Auxiliar informou que o acompanhamento agora será feito via SICOR (Sistema Informatizado da Corregedoria). Esse sistema permite um monitoramento em tempo real, funcionando como um radar que avisa se uma comarca começar a ficar lenta novamente.
Para o cidadão, o resultado dessa “faxina administrativa” é um só: processos que antes dormiam em prateleiras ou arquivos digitais agora ganham sentenças e soluções em tempo recorde.
Foto: Freepik



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