Carlos Neves assume presidência do TCE-PE com foco em obras paralisadas
Nova gestão para o biênio 2026-2027 prioriza o diálogo e a entrega de resultados concretos para a população.
O Tribunal de Contas de Pernambuco oficializou sua nova diretoria em uma sessão especial que marca o início do biênio 2026-2027. O conselheiro Carlos Neves assumiu a presidência da instituição, acompanhado por Marcos Loreto (vice-presidência) e Dirceu Rodolfo (corregedoria).
Em seu discurso de posse, Neves sinalizou uma gestão voltada para o “consensualismo”, buscando soluções mediadas para destravar problemas públicos. O grande compromisso firmado pelo novo presidente é transformar a fiscalização em benefícios reais, citando como prioridade máxima a conclusão de obras paralisadas em todo o estado. Na mesma ocasião, o conselheiro Valdecir Pascoal foi homenageado com o Selo Diamante de Transparência Pública.
Concurso em Riacho das Almas: bloqueio parcial e alerta aos candidatos
O TCE-PE interveio no Concurso Público nº 001/2025 da Prefeitura de Riacho das Almas. Após denúncias de irregularidades, o conselheiro Marcos Loreto decidiu suspender especificamente os resultados para o cargo de Motorista Categoria D.
A medida foi tomada após a identificação de falhas nas exigências de escolaridade previstas no edital. O restante do certame, no entanto, segue mantido para evitar prejuízos aos demais candidatos e à administração municipal.
De olho nas contas: infrações e contratos
A fiscalização do tribunal também mirou falhas administrativas em 2025. Gestores da Autarquia de Urbanização do Recife e de fundos previdenciários de cidades como Floresta, Parnamirim e Ilha de Itamaracá foram alvos de autos de infração por descumprimento de normas técnicas.
No campo administrativo interno, o TCE-PE renovou o contrato com a empresa Prime Consultoria para a gestão de sua frota de veículos e combustíveis, um investimento de R$ 685 mil para os próximos 12 meses.
Aposentadorias e direitos dos servidores
A edição desta segunda-feira traz um volume expressivo de análises de aposentadorias e pensões em cidades como Recife, Lajedo e Águas Belas. Embora a maioria tenha sido aprovada, um caso em Itapissuma chamou a atenção:
- Registro Negado: A aposentadoria de uma servidora no cargo de “Cozinheira” foi considerada ilegal. O motivo foi um erro na nomenclatura do cargo, que não coincidia com o que prevê a lei municipal, obrigando a prefeitura a invalidar o ato.
Equipe de Gestão: Além da diretoria, o Ministério Público de Contas (MPC) continua sob a liderança do procurador-geral Ricardo Alexandre de Almeida Santos, reconduzido ao cargo, enquanto Luiz Arcoverde Filho assume como Auditor-Geral.
Leia abaixo a íntegra do documento:



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