Chantagem pelo celular: Justiça condena primeira-dama de Pedra
Marineide Vaz usou cargo de secretária para ameaçar cortar salários de quem não votasse no grupo do marido.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) bateu o martelo e manteve a condenação criminal de Marineide Bernardo Vaz, atual primeira-dama de Pedra. O crime? Coação eleitoral. Quando era secretária de Saúde na gestão do marido, o prefeito Gilberto Wanderley Vaz (Júnior Vaz), ela transformou o pagamento de servidores em ferramenta de pressão política.
O flagrante nos áudios
A prova que destruiu a defesa foi a própria voz de Marineide. Em mensagens enviadas a uma servidora, ela foi explícita sobre as consequências de não seguir o “caminho” indicado pela prefeitura:
- “Se votar [em outro], já sabe, dia 4 não recebe.”
- “Quem tá pagando a senhora somos nós. Viu?”
WhatsApp: A “prova rainha”
A defesa tentou invalidar as mensagens, alegando que eram conversas privadas. Mas o desembargador Paulo Machado Cordeiro criou um precedente histórico para o estado: quem envia áudio assume o risco da divulgação. Para o tribunal, não existe “privacidade” que proteja uma ameaça feita por um gestor público.
A conta chegou
A decisão foi unânime. Marineide Vaz foi condenada com base no Artigo 300 do Código Eleitoral. Após o ajuste de penas pelo tribunal, a punição ficou definida em:
- 15 dias de detenção (regime aberto);
- Multa de 60 dias-multa.
A condenação de Marineide é um recado pedagógico: a folha de pagamento da prefeitura não é carteira particular de gestor, e o voto do servidor é sagrado.



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