Chiara Ramos resgata ancestralidade e defende representatividade na disputa pelo Quinto Constitucional

Advogada, jurista e pesquisadora apresenta trajetória marcada pela discussão sobre consciência racial, justiça e ocupação de espaços de poder

A advogada, jurista e pesquisadora Chiara Ramos apresentou, em um vídeo de caráter institucional, aspectos de sua trajetória pessoal e profissional e relacionou a disputa pelo Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) à busca por representatividade, justiça e reconhecimento da ancestralidade.

Gravado em parte no Engenho Bom Gosto, onde afirma ter crescido, o vídeo estabelece uma conexão entre a história pessoal da candidata e a trajetória que construiu na advocacia e na pesquisa jurídica.

Nas primeiras imagens, Chiara aparece caminhando por uma estrada de terra em uma área rural e, posteriormente, sentada em uma varanda. Fotografias de sua infância são utilizadas para apresentar o início de uma trajetória que, segundo ela, desde cedo esteve relacionada ao desejo de se tornar advogada.

Ancestralidade como parte da trajetória

Ao longo do vídeo, Chiara afirma que sua caminhada é motivada também pela história de seus ancestrais.

A narrativa aborda povos indígenas e a população negra submetida à escravização durante a formação histórica do Brasil. A candidata relaciona esse passado às desigualdades e à exclusão que, segundo sua avaliação, ainda alcançam determinados grupos e dificultam sua presença nos espaços de poder.

O vídeo intercala a fala de Chiara com imagens de povos indígenas, manifestações culturais e elementos da cultura popular nordestina.

Para ela, a resistência diante dos processos históricos de violência e apagamento também faz parte da identidade que carrega para sua atuação profissional.

Advocacia, pesquisa e consciência racial

A produção também apresenta registros da atuação de Chiara em eventos institucionais ligados à OAB Pernambuco, nos quais aparece discursando diante de advogados, autoridades e participantes.

Ela se apresenta como jurista e pesquisadora com consciência racial e coloca essa perspectiva como parte de sua identidade profissional.

A narrativa do vídeo estabelece uma ligação entre a atuação acadêmica e jurídica e a defesa de maior representatividade nos espaços institucionais.

O Quinto Constitucional

Ao abordar diretamente a disputa pelo Quinto Constitucional, Chiara associa a candidatura à possibilidade de ocupar um espaço de poder com uma finalidade que ultrapasse sua trajetória individual.

Na avaliação apresentada por ela, chegar ao Tribunal de Justiça deve estar relacionado a um propósito coletivo e à responsabilidade de representar outras pessoas que historicamente tiveram menor presença nesses espaços.

O vídeo também mostra Chiara ao lado de familiares e em registros com coletivos de mulheres advogadas, reforçando a ideia de construção coletiva presente em sua mensagem.

“Rumo ao Palácio da Justiça”

A parte final da produção adota uma linguagem mais simbólica. Chiara aparece vestida de branco, segurando uma folha de espada-de-são-jorge e olhando diretamente para a câmera.

A trilha sonora ganha destaque enquanto a narrativa se aproxima do encerramento, no qual a candidata reafirma a ideia de caminhada coletiva e associa sua candidatura ao objetivo de chegar ao Palácio da Justiça.

A produção termina com a mensagem: “Rumo ao Palácio da Justiça.”

O vídeo integra a comunicação de Chiara Ramos na disputa pelo Quinto Constitucional e apresenta uma candidatura construída, em sua própria narrativa, a partir da relação entre trajetória pessoal, ancestralidade, atuação jurídica, pesquisa e representatividade.

Foto: Armando Artoni

Assista abaixo ao vídeo:

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