Morte de Arthur, de 2 anos: Giselda Andrade tem júri marcado para março de 2027 no Recife

Acusada de homicídio qualificado, tortura e estupro de vulnerável será julgada na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital

Giselda da Silva Andrade, acusada pela morte do menino Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos, tem julgamento marcado para o dia 22 de março de 2027, às 8h30, na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Recife. A criança morreu no dia 16 de fevereiro de 2025, em Tabira, no Sertão de Pernambuco. A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) atribui à ré os crimes de homicídio qualificado, tortura e estupro de vulnerável.

Criança estava sob os cuidados de um casal

No fim de 2024, a mãe do menino, Geovana Ramos, viajou a trabalho para outro estado e deixou o filho sob os cuidados de um casal conhecido na cidade: Antônio Lopes Severo, conhecido como “Frajola”, e Giselda da Silva Andrade.

O caso envolve relatos de tortura e violência sexual contra a criança, além de asfixia mecânica e traumatismo craniano associados à morte. A responsabilidade penal de Giselda será examinada no julgamento.

Prisão foi seguida de linchamento

O casal foi preso no dia 18 de fevereiro de 2025, na zona rural de Carnaíba, também no Sertão pernambucano.

Durante o deslocamento e a chegada da viatura policial a Tabira, uma multidão cercou o veículo e retirou Antônio Lopes Severo, que foi linchado. Ele chegou a ser socorrido para um hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Giselda da Silva Andrade foi encaminhada a uma unidade prisional após passar por audiência de custódia. A atuação dos policiais durante o linchamento também passou por apuração pelas autoridades.

MPPE apresentou denúncia em maio de 2025

Após a conclusão do inquérito policial, o MPPE denunciou Giselda, em maio de 2025, por homicídio qualificado, tortura e estupro de vulnerável, conforme noticiado pela CNN Brasil.

O julgamento marcado para março de 2027 submeterá a acusação ao Tribunal do Júri. A denúncia não equivale a uma condenação, e a ré tem direito à defesa.

As Advogadas Luciana Bispo e Isabela Brito atuarão na assistência à acusação

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