Falha em concurso de Iguaracy invalida 30% da prova e força possível reteste
Erro da banca ADM&TEC repetiu 12 questões idênticas em prova de nível médio; Ministério Público exige nova aplicação sem custo para candidatos
Um erro primário da organizadora ADM&TEC pode obrigar centenas de candidatos ao concurso de Iguaracy, no Sertão de Pernambuco, a refazerem as provas de nível médio e técnico. O Ministério Público Estadual (MPPE) recomendou a anulação parcial do certame após descobrir que 12 das 40 questões da prova aplicada em 15 de dezembro eram idênticas – uma falha que levou à anulação de 30% do teste.
A recomendação, assinada pelo promotor Thiago Barbosa Bernardo, da 1ª Promotoria de Afogados da Ingazeira, aponta que a banca reconheceu a “falha operacional” mas optou por anular as questões repetidas em vez de cancelar e remarcar a prova. O problema ocorreu especificamente nas provas da tarde, para cargos como Agente Administrativo, Guarda Municipal e Técnico em Radiologia.
Prejuízo avaliativo
O maior impacto foi na avaliação de Língua Portuguesa: todas as questões da disciplina foram anuladas. “Como validar um concurso que não avaliou o domínio da língua portuguesa, requisito básico para qualquer cargo público?”, questionou o promotor no documento.
Enquanto isso, as provas aplicadas pela manhã para níveis fundamental e superior foram validadas, pois não apresentaram problemas.
Determinações do MP
O MPPE exigiu que:
- A prefeitura e a banca refaçam as provas dos cargos afetados
- Os candidatos sejam isentos de nova taxa de inscrição
- Um cronograma de reaplicação seja apresentado em 15 dias
A ADM&TEC havia justificado a não reaplicação alegando “prejuízos financeiros para candidatos vulneráveis”. O MP rejeitou o argumento: “Prejuízo maior é manter um processo viciado que fere a isonomia”.
Agora, a bola está com a Prefeitura de Iguaracy, que precisa decidir se acata a recomendação ou se arrisca uma ação judicial sobre a validade do concurso.



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