Júri reconhece qualificadoras e fixa regime inicial fechado

O Tribunal do Júri do Município de Serra Talhada condenou, na última quarta-feira (24), Wellington Silvestre dos Santos, conhecido como “Chave de Cadeia”, pela prática de homicídio triplamente qualificado. A pena foi fixada em 26 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
A acusação foi apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da promotora de Justiça Sofia Mendes Bezerra de Carvalho, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Serra Talhada, e do promotor de Justiça Samuel Farias, integrante do Núcleo de Apoio ao Tribunal do Júri (NAJ).
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do MPPE e reconheceu a responsabilidade do réu pelo homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, emprego de meio cruel ou insidioso e recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme o artigo 121, § 2º, incisos I, III e IV, do Código Penal.
Crime ocorreu em 2023 e estaria ligado a disputa no tráfico de drogas
O julgamento foi presidido pelo juiz de Direito Marcus César Sarmento Gadelha e se referiu ao homicídio de José Jonoel Rodrigues dos Santos, conhecido como “Noé”. O crime ocorreu em 31 de maio de 2023, na zona rural de Serra Talhada.
De acordo com o que foi apurado no processo, a vítima foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo dentro de sua residência. As investigações apontaram que o delito teria sido motivado por disputa relacionada ao tráfico de drogas na região.
MPPE destaca atuação integrada e compromisso no enfrentamento ao crime
A atuação conjunta entre a promotora titular e o integrante do NAJ foi destacada pelo coordenador do Núcleo de Apoio ao Tribunal do Júri em exercício, Bruno Santacatharina. Segundo ele, a integração foi considerada fundamental para o enfrentamento qualificado de casos complexos, especialmente aqueles vinculados à atuação de organizações criminosas no Sertão pernambucano.
Em manifestação sobre o resultado do julgamento, os promotores Sofia Mendes Bezerra de Carvalho e Samuel Farias ressaltaram que a decisão do Júri reafirma o compromisso do Ministério Público de Pernambuco com a defesa da vida, o enfrentamento à criminalidade organizada e a atuação estratégica no Tribunal do Júri, sempre pautada pela legalidade, imparcialidade e proteção da sociedade.


