Desembargador Paulo Alcantara debate enfrentamento ao tráfico de pessoas em Arcoverde

O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região Paulo Alcantara participou, na terça-feira (13/10), das 14h às 18h, do evento “Migrações e Tráfico de Pessoas (link externo)”, realizado no auditório da Universidade de Pernambuco (UPE) – Campus Arcoverde. A atuação reforça o compromisso institucional da Justiça do Trabalho pernambucana no combate a essas violações de direitos humanos.

Convidado para integrar a programação, o magistrado otimizou sua passagem pelo interior do estado. A agenda oficial de correições nas Varas do Trabalho dos municípios de Pesqueira, Serra Talhada e Belo Jardim foi conciliada com o deslocamento até Arcoverde para participação ativa neste necessário espaço de diálogo e prevenção.

Público e conscientização em cordel – O evento reuniu um público de aproximadamente 150 pessoas, formado majoritariamente por estudantes do curso de Direito e acadêmicas/os. Para fortalecer a conscientização, foram distribuídos livretos em formato de cordel. 

O material educativo aborda o tema de forma acessível e reúne informações estratégicas sobre os perfis de vulnerabilidade e a identificação de pessoas que podem ser vítimas de tráfico. Como um verdadeiro instrumento de proteção, o exemplar também elenca os canais oficiais de denúncia e traça protocolos de segurança, orientando potenciais vítimas sobre como agir e se resguardar diante da abordagem de aliciadores.

Programação e debates – O evento “Migrações e Tráfico de Pessoas” promoveu um amplo debate acadêmico e institucional estruturado em dois momentos:

Mesa 1: Migrações e Tráfico de Pessoas: Desafios Contemporâneos – Contou com a participação do desembargador Paulo Alcantara, do procurador e coordenador do Núcleo do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (NPHAC) do Ministério Público de Pernambuco, Marco Aurélio Farias, e do professor doutor da UPE, Felipo Bona;

Mesa 2: A Proteção de Crianças e Adolescentes – Conduzida por Aline Arroxelas, promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Infância e da Juventude (CAOIJ) do MPPE, e pela professora doutora da UPE, Clarissa Marques.

Parcerias institucionais – O encontro evidenciou a importância da atuação em rede, com realização conjunta de entidades como o TRT-6, o MPPE, a UPE, o Fórum Nacional para Monitoramento e Solução das Demandas de Exploração do Trabalho em Condições Análogas a Escravo e de Tráfico de Pessoas (FONTET (link externo)) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM – ONU Migração (link externo)). 

Fonte: Texto e fotos (cortesia): Corregedoria do TRT-6

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