MPPE pauta julgamento de inquérito sobre caça ilegal de animais silvestres em Sertânia

Conselho Superior analisa investigação da 1ª Promotoria local contra crimes ambientais no Distrito de Algodões; CPRH e Depoma integram os autos

O Conselho Superior do Ministério Público de Pernambuco (CSMP/PE) pautou para julgamento o Inquérito Civil nº 02276.000.078/2025, instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Sertânia, no Sertão do Moxotó. O extrato oficial do procedimento, publicado no Diário Oficial do órgão nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, insere a fiscalização de crimes ecológicos na pauta de deliberações da 10ª Sessão Ordinária do colegiado.

Os autos estão sob a relatoria do conselheiro Dr. Ricardo Lapenda Figueroa, que avaliará as medidas de proteção à fauna e a persecução cível contra os responsáveis.

O foco da investigação: Abate de fauna silvestre no Sertão

O inquérito civil foi desenhado com o objetivo específico de passar a limpo denúncias de caça ilegal de animais silvestres ocorridas no Distrito de Algodões, localizado na zona rural do município de Sertânia.

A prática de caçar, perseguir, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente configura crime ambiental, conforme o artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998. Na região do semiárido pernambucano, essas investigações costumam mirar o abate e o comércio clandestino de aves nativas, felinos de pequeno porte e roedores da caatinga (como o mocó e o preá), além do uso de armas de fogo sem registro na zona rural.

O procedimento envolve uma atuação integrada de fiscalização e polícia judiciária, listando como interessados:

  • Fabiana Camilly Barbosa Silva;
  • Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH): Órgão responsável por emitir laudos técnicos de impacto à fauna e aplicar multas administrativas;
  • Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (DEPOMA): Braço da Polícia Civil encarregado de colher depoimentos, apreender armas/armadilhas e instruir o inquérito policial paralelo.

O papel do Conselho Superior no controle do processo

A inclusão do caso na pauta do Conselho Superior do MPPE visa submeter o desfecho dado pela promotoria de Sertânia ao controle institucional obrigatório. O Pleno de procuradores de justiça analisará os relatórios da CPRH e as investigações da Depoma para referendar uma das seguintes conclusões:

  1. Homologação de TAC ou Ação: Caso os danos à fauna tenham sido mensurados e o órgão delibere por processar os envolvidos para cobrar indenizações ambientais ou validar um Termo de Ajustamento de Conduta;
  2. Homologação do Arquivamento: Se o Ministério Público entender que os indícios de autoria não se confirmaram em juízo ou que as medidas corretivas e punitivas na esfera penal já exauriram o objeto da apuração cível.

Resumo das informações do processo

Ficha Técnica do CasoDados Oficiais do MPPE
Número do RegistroInquérito Civil nº 02276.000.078/2025
Promotoria de Origem1ª Promotoria de Justiça de Sertânia / PE
Instância JulgadoraConselho Superior do Ministério Público (CSMP)
Data da Pauta22 de maio de 2026 (10ª Sessão Ordinária)
Conselheiro RelatorDr. Ricardo Lapenda Figueroa
Local do FatoDistrito de Algodões (Zona Rural de Sertânia)

A publicação da resolução do Conselho Superior do MPPE definirá os próximos passos jurídicos para coibir a degradação da fauna nativa no município serrano.

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