Investigação aponta crime dentro de casa com possível participação de terceiros; órgãos municipais ignoram prazos de resposta
Uma denúncia de extrema gravidade sobre abuso sexual intrafamiliar em Santa Cruz do Capibaribe ganhou um novo capítulo. O caso, que envolve uma adolescente de 12 anos, está sob investigação rigorosa após o compartilhamento de informações entre as autoridades da Paraíba e de Pernambuco. O principal suspeito é o padrasto da vítima, e há indícios de que uma terceira pessoa possa ter atuado no aliciamento da menor.
Silêncio de órgãos públicos trava o processo
Apesar da urgência que o caso exige, a rede de proteção local em Santa Cruz do Capibaribe está sob a mira de críticas. Relatórios fundamentais que deveriam ter sido entregues pelo CREAS, pelo Conselho Tutelar e pela Secretaria de Saúde estão com os prazos de envio integralmente vencidos.
Diante da omissão, foi emitida uma ordem de reiteração com urgência. Os órgãos têm agora um prazo improrrogável de 48 horas para apresentar os documentos. Caso continuem em silêncio, os responsáveis podem responder por crime de recusa ou omissão de dados técnicos, conforme prevê a legislação federal.
Diligências na residência e investigação policial
A investigação oficial também avançou para o campo policial. Foi requisitado que a Delegacia de Santa Cruz do Capibaribe informe sobre a existência de boletins de ocorrência ou inquéritos já abertos contra o suspeito. Além disso, uma visita técnica foi determinada no endereço da família, no bairro Santa Tereza, para avaliar a situação de segurança da adolescente.
O objetivo central agora é garantir que a rede de proteção funcione de forma articulada para interromper qualquer ciclo de violência e oferecer o suporte psicológico e social necessário à vítima. O caso segue sob sigilo para preservar a integridade da menor, mas o monitoramento sobre a atuação das secretarias municipais será rigoroso.


