Denúncias de maus-tratos e clandestinidade levam MPPE a investigar abrigo de idosos em Paulista

Promotoria de Justiça converte apuração e abre procedimento administrativo contra a instituição Lar Palomita no bairro de Pau Amarelo

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista, instaurou um Procedimento Administrativo para apurar o funcionamento irregular e graves denúncias de violações de direitos humanos na Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Lar Palomita. A conversão da Notícia de Fato no procedimento nº 01973.000.145/2026 foi formalizada pela promotora de justiça em exercício simultâneo, Mirela Maria Iglesias Laupman, na quinta-feira (2). As informações foram extraídas do Diário Oficial Eletrônico do órgão.

O estabelecimento sob investigação — também referido como Lar de Idosos Palomino ou antigo Mãe Bi — fica localizado na Avenida José Francisco dos Santos, nº 384 (identificada como Rua Nossa Senhora do Carmo, nº 384), no bairro de Pau Amarelo, município de Paulista.

Negligência, maustratos e divergência cadastral

A atuação do Ministério Público decorre de relatos aportados por meio do Disque 100 e da Ouvidoria do MPPE. A apuração foca em uma série de infrações administrativas e assistenciais apontadas contra a unidade:

  • Violações aos idosos: Relatos de negligência, maus-tratos físicos e psicológicos, restrição severa de visitas familiares e suspeita de insegurança alimentar.
  • Condições precárias: Constatação de higienização deficiente nas instalações, presença de forte odor de urina, inadequação térmica da estrutura e escassez de funcionários para o atendimento.
  • Clandestinidade formal: A instituição é gerida por Paloma Gomes de Santana e opera sob o CNPJ nº 29.225.866/0001-82. No entanto, o endereço cadastrado na Receita Federal diverge do local onde as atividades de acolhimento são executadas na prática.

Determinações e encaminhamentos oficiais

Para dar sequência às apurações e garantir a proteção aos idosos acolhidos, a promotoria determinou a execução imediata das seguintes providências:

AçãoDestinatário / Descrição
Comunicação internaEnvio de cópia da portaria ao CSMP e à Corregedoria Geral do MPPE.
PublicidadeEncaminhamento do ato ao CAO respectivo e à SGMP para publicação no Diário Oficial.
Controle de prazosAguardo do término dos prazos já estipulados para respostas; em caso de omissão, haverá reiteração das cobranças.

Dados do procedimento:

  • Número do processo: Procedimento Administrativo nº 01973.000.145/2026 (Notícia de Fato nº 01973.000.145/2026)
  • Órgão: 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Paulista (Curadorias da Saúde e do Idoso)
  • Data da portaria: Quinta-feira, 2 de julho de 2026
  • Promotora responsável: Mirela Maria Iglesias Laupman

Imagem ilustrativa – Foto: Magnific

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