Defesa da família de Peron Filho pede Júri Popular e denuncia obstrução de justiça

Em vídeo, advogada criminalista detalha as alegações finais e aponta que crime foi motivado por vingança e intolerância política

Nesta segunda-feira (27), a advogada criminalista Katarina Inocêncio, assistente de acusação no caso do assassinato do vereador Peron Filho, publicou uma nota oficial em vídeo detalhando o encerramento da primeira fase do processo. A manifestação marca o protocolo das alegações finais, peça em que a família da vítima requer que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri.

Através de suas redes sociais, a advogada informou que o pai da vítima protocolou o documento no último dia 11 de abril. Os principais pontos destacados pela Dra. Katarina Inocêncio são:

  • Pedido de Pronúncia: A acusação pede que o mandante e os executores sejam levados a júri popular.
  • As Três Qualificadoras:
    1. Motivo Torpe: A advogada sustenta que o crime foi uma “vingança” por críticas administrativas e políticas feitas pelo vereador.
    2. Emboscada: Uso de recurso que dificultou a defesa da vítima na rodovia PB-014.
    3. Crime mediante paga: Aplicação da qualificadora de recompensa financeira em relação ao mandante.
  • Denúncia de Obstrução: A assistência requereu a pronúncia (ou ação autônoma) contra o ex-secretário de transportes, Jeferson Cavalo da Silva, por fraude processual (destruição de celular e DVRs), obstrução de investigação e coação no curso do processo.
  • Reparação: Foi solicitado o estabelecimento de uma indenização mínima para os familiares.

Relembre o caso

O vereador Peron Filho (MDB) foi assassinado no dia 15 de setembro de 2025, enquanto retornava de moto para casa após uma partida de futebol. Ele foi atingido por três tiros nas costas na estrada de Pedro Régis.

Fatos apurados pela investigação:

  • Execução Planejada: A Polícia Civil descartou latrocínio logo no início, confirmando que se tratava de uma execução por emboscada.
  • Perfil Político: Peron era o terceiro vereador mais votado de Jacaraú e uma figura pública influente na causa animal (fundador da ONG Zona dos Pets).
  • Comoção: O parlamentar, que completaria 37 anos poucos dias após o crime, foi enterrado sob forte clamor público e pedidos de justiça que perduram até hoje.

“Reafirmo o comprometimento com a busca pela verdade e confiamos na atuação do Judiciário e no Ministério Público”, declarou a advogada ao encerrar sua nota.

O processo segue agora para a fase de decisão de pronúncia, onde o magistrado definirá se os réus irão sentar no banco dos réus perante o Conselho de Sentença.

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