“Eu nunca vi tanta corrupção no sistema de Justiça do Brasil” dispara Flávio Dino

Ministro desabafa durante sessão plenária, aponta avanço da corrupção na justiça e na política e defende firmeza nas ações de controle

O ministro Flávio Dino fez uma forte declaração sobre a integridade das instituições brasileiras durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (15). Em seu pronunciamento, o magistrado afirmou que o Poder Judiciário enfrenta o período mais crítico em relação a atos ilícitos em sua história recente e defendeu a necessidade de uma postura intransigente no combate às irregularidades no país.

Diagnóstico sobre o Judiciário e a política nacional

Em sua fala, Flávio Dino resgatou a sua trajetória na magistratura para fundamentar a avaliação sobre o cenário atual das instituições. O ministro estendeu a análise para a esfera política, citando a transformação no uso das emendas parlamentares como exemplo da ampliação das práticas ilícitas:

“Eu nunca vi tanta corrupção no sistema de Justiça do Brasil. Quero dizer que é o momento mais corrupto da história do Poder Judiciário no Brasil. E digo com autoridade de quem exerce a judicatura desde 1994. Infelizmente. O que prova que há erros. Porque se fala tanto de corrupção no Brasil e a corrupção só aumenta? É… o ‘ão’ isso, ‘ão’ aquilo, ‘ão’ aquilo outro… e a corrupção só aumenta! Na política também. Ministro Toffoli trabalhou no Congresso, sabe o que eram as emendas parlamentares e o que são hoje. Então, nessa era de corrupção, nós temos que ser firmes no combate à corrupção”, declarou o ministro.

Apelo por firmeza no combate aos ilícitos

Ao questionar a efetividade das medidas anticorrupção adotadas ao longo dos anos, o ministro apontou que os discursos e mecanismos aplicados até o momento não têm sido suficientes para conter o avanço das irregularidades nas estruturas públicas.

O magistrado concluiu reforçando que cabe ao Supremo Tribunal Federal e aos demais órgãos de controle manterem uma atuação firme para assegurar o cumprimento da legislação e conter a expansão de atos de corrupção nas instâncias estatais.

Foto: reprodução/Instagram

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