MPPE investiga Hapvida por recusa em autorizar exames neurológicos no Recife

Inquérito civil apura suspeitas de práticas abusivas e negativa de cobertura para procedimentos de distúrbios do movimento e ataxias

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Consumidor), instaurou um inquérito civil contra a empresa Hapvida Assistência Médica Ltda. O documento oficial, publicado nesta terça-feira (18) no Diário Oficial Eletrônico do MPPE, busca apurar suposta recusa indevida de cobertura para o exame neurológico voltado à “equipe de distúrbios do movimento/ataxias”.

A apuração teve início a partir de relatos trazidos na Notícia de Fato nº 02053.000.113/2026, indicando que a operadora de saúde estaria negando a autorização do procedimento aos seus usuários.

Violações ao Código de Defesa do Consumidor

A portaria que formaliza a abertura do procedimento destaca as principais diretrizes legais que fundamentam a apuração:

  • Proteção à saúde e vida: O órgão aponta a necessidade de garantir o disposto no art. 6º, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), referente à segurança contra riscos em serviços considerados nocivos.
  • Práticas abusivas: O MPPE avalia se a recusa configura descumprimento do art. 6º, inciso IV, do CDC, que veda métodos comerciais coercitivos, desleais ou imposição de cláusulas abusivas na prestação de serviços.
  • Respeito às necessidades do consumidor: A investigação considera os objetivos da Política Nacional das Relações de Consumo, estabelecidos no art. 4º do CDC, quanto à dignidade, saúde e atendimento das necessidades dos clientes.

Diligências e esclarecimentos solicitados

O promotor de justiça Solon Ivo da Silva Filho determinou uma série de medidas administrativas para o prosseguimento das investigações:

MedidaDescrição
Notificação da denunciantePedido de informações no prazo de 48 horas, incluindo dados do beneficiário, especificação do procedimento (se consulta médica ou outro atendimento), identificação do médico solicitante e protocolos de recusa.
Comunicação internaNotificação eletrônica ao Conselho Superior do MPPE e à Corregedoria Geral do MPPE sobre a instauração do inquérito.
Publicidade e registroEnvio da portaria ao CAO Consumidor e publicação no Diário Oficial Eletrônico, além de cadastro nos sistemas informatizados do órgão.

Dados do procedimento:

  • Número: Inquérito Civil nº 02053.000.113/2026
  • Órgão: 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Consumidor)
  • Data da portaria: Segunda-feira (17) (DJe-MPPE de terça-feira (18))

Foto: Google Street View

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