Quinto Constitucional: “Nós não podemos ter uma civilização fundamentada se não tiver um Judiciário forte”, afirma Jorge Wellington

Durante sabatina promovida pela OAB-PE, o candidato defendeu a oxigenação promovida pela classe no tribunal, a garantia das prerrogativas e a empatia no atendimento à advocacia.

O advogado Jorge Wellington participou, na quarta-feira (30), da sabatina com os candidatos e candidatas ao Quinto Constitucional promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), no auditório da instituição, no Recife. Na ocasião, o postulante respondeu a questionamentos sobre a atuação e a importância da advocacia na composição do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), destacando o papel da representatividade da classe na oxigenação do Poder Judiciário e no fortalecimento da prestação jurisdicional.

Ao abordar a função do Quinto Constitucional na estrutura da Justiça, Jorge Wellington ressaltou que a presença de membros oriundos da advocacia deve oxigenar as ideias do Tribunal e manter uma postura firme em relação às demandas da categoria. “O Judiciário é instrumento e pilar fundamental para a existência de uma civilização. Nós não podemos ter uma civilização fundamentada, radicada do ponto de vista de sua sobrevivência e sua existência, se não tiver um Judiciário forte”, afirmou. O postulante complementou destacando que “o Quinto Constitucional é exatamente a oxigenação, o sopro, exatamente para arejar as ideias daqueles que têm uma visão unilateral do ponto de vista da aplicabilidade do Direito, da operacionalidade do Direito, e no que diz respeito à consolidação da Justiça”.

O candidato enfatizou ainda a responsabilidade de levar para o Tribunal a vivência prática da classe, criticando episódios em que a advocacia é afastada dos debates institucionais. “A presença de um advogado e de uma advogada na lista tríplice… na lista sêxtupla, na tríplice, e ingressar intramuros ao Poder Judiciário, ele tem que levar, ela tem que levar — e tem essa obrigação — de levar para dentro do Tribunal a alma, a vida, a vivência, a sua bagagem de experiência”, declarou.

Sobre a atuação em eventual gabinete, Jorge Wellington comprometeu-se a manter um ambiente acolhedor e pautado pela empatia com os profissionais militantes, especialmente os iniciantes e do interior. “Eu quero que meu gabinete, sem… sem querer soar arrogante aqui, que o meu gabinete seja o oásis da advocacia. Seja o oásis para o refrigério. E quando eu ver um advogado entrando na minha porta, na porta do gabinete, quero me lembrar daquele rapaz de 23 anos, à la Belchior, sem parentes importantes, sem dinheiro no banco e vindo do interior”, pontuou o candidato no encerramento de sua exposição.

O Quinto Constitucional é o mecanismo legal previsto na Constituição Federal que reserva um quinto das vagas de determinados tribunais para membros do Ministério Público e advogados com mais de dez anos de carreira. No processo de escolha do TJPE, a advocacia vota nos candidatos para formar uma lista sêxtupla, que é enviada ao tribunal para redução a uma lista tríplice e, posteriormente, encaminhada para a escolha final da governadora do estado. A eleição da OAB-PE será realizada na próxima terça-feira (6).

Foto: reprodução/YouTube

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