Quinto Constitucional: “Cada processo tem que ter sua individualidade”, defende Diana Câmara

Candidata à vaga no TJPE apresentou propostas para composição de gabinete, destacou o uso moderado da inteligência artificial e ressaltou sua trajetória na advocacia e na OAB-PE.

A advogada Diana Câmara participou, na quarta-feira (30), da sabatina com os candidatos e candidatas ao Quinto Constitucional promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), no auditório da instituição, no Recife. Durante o evento, a postulante respondeu a questionamentos sobre os critérios para preenchimento de vagas de servidores e assessores no gabinete de desembargador, além de apresentar um balanço de sua atuação profissional, acadêmica e institucional em Pernambuco.

Ao abordar a estruturação de uma futura equipe no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a candidata defendeu a escolha de quadros técnicos e ressaltou que os avanços tecnológicos não podem substituir a análise humanizada das causas. “A composição do gabinete, ela deve seguir uma lógica técnica, uma lógica de que os servidores do gabinete vão estar lá para prestar o melhor serviço jurisdicional”, afirmou Diana Câmara. A advogada observou que o trabalho pode ser otimizado pela tecnologia, mas ponderou: “Jamais podemos perder como norte a questão humana da análise jurisdicional. Na minha concepção, o gabinete, então, ele deve estar voltado para ter todo o suporte técnico possível, mas também estar pronto para enfrentar essa nova fase da nossa sociedade”.

Durante a sabatina, a postulante destacou a necessidade de atenção especial a processos de alta sensibilidade, como os que envolvem o Direito à Saúde. “Quando se fala no processo de saúde, não se fala só daquele processo, mas sim de toda a família, de toda a sociedade que deve ter, então, esse direito preservado”, ponderou. No campo institucional, lembrou sua trajetória de 21 anos de formação, a liderança em comissões da OAB-PE, o trabalho docente pela Escola Superior de Advocacia (ESA) e a fundação do Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEP).

Diana Câmara também reforçou seu compromisso em manter um canal aberto de interlocução com a classe jurídica caso venha a integrar a Corte estadual. “O anseio da advocacia é que quem chega no Tribunal não esqueça de onde veio e que esteja lá de fato para contribuir trazendo um olhar de quem entende de perto as dificuldades da advocacia militante”, declarou, citando a postura da ministra Daniela Teixeira como referência de representatividade.

O Quinto Constitucional é o mecanismo legal previsto na Constituição Federal que reserva um quinto das vagas de determinados tribunais para membros do Ministério Público e advogados com mais de dez anos de carreira. No processo de escolha do TJPE, a advocacia vota nos candidatos para formar uma lista sêxtupla, que é enviada ao tribunal para redução a uma lista tríplice e, posteriormente, encaminhada para a escolha final da governadora do estado. A eleição da OAB-PE será realizada na próxima terça-feira (6).

Foto: reprodução/YouTube

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