Publicação aborda a seletividade na atribuição do rótulo de criminoso, incluindo atos cotidianos e infrações menos evidentes

A advogada criminal Luciano Bispo divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram, no qual questiona a percepção popular sobre quem é considerado “bandido”. A publicação, que começa com a frase “Dizem por aí que bandido bom é bandido morto. Mas será?”, propõe uma reflexão sobre a seletividade na aplicação desse rótulo.
No vídeo, a advogada expande o conceito de “bandido” para além das figuras tradicionalmente associadas ao crime. Ela menciona exemplos como:
- “Aquele seu tio que oferece dinheiro na Blitz pra ser liberado pelo [policial]”
- “Aquele seu irmão que bebe, que dirige”
- “Aquele seu amigo que só nega impostos”
- “Aquela pessoa da sua família que compra produtos roubados por ser mais em [conta]”
- “Aquele seu colega que tem relacionamento com menores de 14 anos”
A advogada conclui a reflexão afirmando que “o problema nunca foi o [bandido]. O problema sempre foi a forma seletiva como você escolhe quem merece esse rótulo de [bandido]”. A mensagem central do vídeo é a crítica à maneira como a sociedade elege quem deve ser rotulado como criminoso, ignorando, por vezes, infrações e condutas ilícitas praticadas por pessoas de seu convívio.


