MPPE instaura procedimento para investigar denúncias de abusos e assédio na Creche Irmã Cininha, no Recife

Notícia anônima aponta ameaças a funcionários, assédio moral da gestora, desvio de função e não cumprimento de carga horária; SEDUC Recife já abriu sindicância

Foto: Google Street View

Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio das Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Educação), instaurou um Procedimento Administrativo (nº 01891.004.804/2025) para investigar denúncias de graves irregularidades e abusos de poder na Creche Irmã Cininha, localizada no Recife. A Portaria de Instauração foi emitida em 27 de março de 2026.

A investigação teve início a partir de uma notícia anônima, encaminhada ao MPPE através da Ouvidoria em 14 de novembro de 2025. A denúncia narra supostos abusos praticados pela gestão da creche, incluindo:

  • Ameaças aos funcionários por parte da vice-gestora.
  • Assédio moral praticado pela gestora.
  • Desvio de função.
  • Não cumprimento da carga horária.

SEDUC Recife já apura os fatos

O MPPE foi informado pela Secretaria de Educação do Recife (SEDUC Recife), através de sua Corregedoria, que já determinou a instauração de sindicância/procedimento administrativo disciplinar por meio do NPAS (Núcleo de Processos Administrativos e Sindicância) para esclarecer e investigar os fatos narrados.

O Ministério Público fundamenta sua atuação na defesa dos direitos à educação, à dignidade da pessoa humana e na promoção de uma sociedade justa e solidária, conforme a Constituição Federal. A instituição destaca seu papel como “Ombudsman em defesa da educação” e a necessidade de esclarecer plenamente os fatos para contribuir com a comunidade escolar.

Próximos passos da investigação

Para dar andamento ao procedimento, o MPPE determinou as seguintes providências:

  1. Publicação da portaria no Diário Oficial do MPPE.
  2. Arquivamento dos autos em Secretaria até 29 de abril de 2026.
  3. Após essa data, oficiar à SEDUC Recife, encaminhando cópia da portaria e dos documentos anexos, e requisitando um pronunciamento a respeito no prazo de até 20 dias.

O promotor de justiça em exercício cumulativo, Salomao Abdo Aziz Ismail Filho, assina a portaria.

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