Ouvidora da OAB-PE e advogada destaca a importância de projeto de lei que reconhece natureza alimentar da verba para garantir a sobrevivência da classe

Em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira (11), a advogada Renata Berenguer trouxe um depoimento forte sobre a realidade da advocacia privada no Brasil. Com foco na valorização profissional, ela defendeu a urgência de proteções legais para a remuneração dos advogados, conectando a estabilidade financeira da classe à própria manutenção da democracia.
A coragem do cotidiano incerto
Renata iniciou sua fala desmistificando o conceito de “coragem” no mundo jurídico, trazendo o debate para a subsistência básica do profissional autônomo.
“Muita gente fala que a advocacia exige coragem, mas nem todo mundo entende o que é que isso significa. Advocacia exige coragem de ter todos nós… Saímos de casa todos os dias sem ter a certeza que vamos conquistar o pão de cada dia.”
Segundo a advogada, o esforço intelectual e técnico nem sempre se traduz em retorno financeiro imediato: “Nós trabalhamos, nós estudamos, nós defendemos os interesses dos nossos clientes com tudo aquilo que acreditamos”.
Honorários como verba alimentar
O ponto central da manifestação de Berenguer foi o apoio a um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional. A proposta visa identificar formalmente os honorários como verba de natureza alimentar, equiparando-os ao salário.
Ela ressaltou que a medida é vital para a base da pirâmide da profissão:
“É tão importante a proteção dos honorários advocatícios, em especial porque milhares e milhares, na verdade a maior parte da advocacia, vive única e exclusivamente de honorários sucumbenciais.”
O pilar do Estado Democrático
Ao encerrar, a advogada reforçou que um profissional sem garantias financeiras compromete a defesa do próprio cidadão. Para ela, o fortalecimento da advocacia é uma engrenagem essencial do sistema de justiça.
“Esse projeto é necessário e importante não só para a advocacia, mas para também a defesa do Estado Democrático de Direito e da cidadania”, concluiu Renata Berenguer.


