Natural de Lajedo e radicado em Garanhuns, advogado tem trajetória no Direito Criminal, no Tribunal do Júri e na defesa das prerrogativas da advocacia
O advogado Jorge Wellington está entre os candidatos à vaga destinada à advocacia no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pelo Quinto Constitucional. Natural de Lajedo, no Agreste pernambucano, ele construiu uma trajetória de 33 anos de advocacia militante, iniciada no município onde nasceu e consolidada posteriormente em Garanhuns, onde atualmente mora e mantém seu escritório.
Especialista na área criminal e no Tribunal do Júri, Jorge também atua como professor de retórica e possui uma trajetória de participação institucional na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A experiência acumulada ao longo de mais de três décadas é apresentada como um dos pilares de sua candidatura.
Da advocacia em Lajedo à atuação em Garanhuns
Jorge Wellington iniciou a carreira jurídica em Lajedo, sua terra natal. Ao longo dos anos, ampliou sua atuação e estabeleceu residência e escritório em Garanhuns, onde também assumiu funções de representação da advocacia.
A experiência no interior é um dos elementos que marcam sua trajetória. Para o candidato, conhecer a realidade dos profissionais que trabalham longe da capital permite compreender dificuldades específicas enfrentadas pela advocacia e reforça a necessidade de uma representação mais próxima da classe.
Atuação na OAB e defesa das prerrogativas
A participação institucional é outra frente importante da carreira de Jorge Wellington. Ele presidiu a subseccional da OAB em Garanhuns, onde desenvolveu projetos voltados à advocacia, especialmente aos profissionais em início de carreira.
Entre as iniciativas destacadas estão os programas “Prazer OAB”, “Primeiros Passos” e “Tutorial”, criados com o objetivo de aproximar a instituição dos advogados e oferecer orientação aos profissionais que estavam ingressando na carreira.
Na avaliação do candidato, o principal legado desse período foi uma mudança na forma de enxergar a OAB, aproximando a entidade da advocacia e fortalecendo uma cultura de solidariedade entre os profissionais.
A atuação em defesa das prerrogativas também ultrapassou os limites da seccional. Jorge Wellington foi Procurador Nacional Adjunto de Defesa das Prerrogativas do CFOAB no triênio 2022/2024, experiência que ampliou sua atuação institucional na proteção das garantias necessárias ao exercício da advocacia.
Para ele, prerrogativas não devem ser confundidas com privilégios. São instrumentos que permitem ao advogado exercer a defesa técnica e, consequentemente, contribuir para a proteção dos direitos do cidadão diante do Estado.
A advocacia que não aparece nos autos
Com mais de três décadas de atuação no Direito Criminal e no Tribunal do Júri, Jorge Wellington também chama atenção para uma dimensão da profissão que, segundo ele, nem sempre é percebida por quem está fora da advocacia.
É essa realidade que aborda na palestra “A advocacia que ninguém vê”, na qual trata das horas de estudo, das noites de preparação, da responsabilidade diante dos clientes e da pressão enfrentada pelo advogado antes de um julgamento.
Mesmo depois de 33 anos de profissão, ele afirma que ainda sente a expectativa que antecede um júri. Para o candidato, o sentimento faz parte da responsabilidade de exercer uma atividade que pode interferir diretamente na vida das pessoas.
A experiência no Tribunal do Júri
A carreira de Jorge Wellington é marcada por atuação em julgamentos criminais e no Tribunal do Júri. Entre os casos lembrados ao longo de sua trajetória estão sua participação no caso Serrambi e no chamado “Júri Épico de Judas”, realizado em contexto artístico.
Para ele, a atuação no Júri exige preparo, estudo, disposição e coragem. A experiência também reforça sua defesa de um sistema de Justiça em que o direito de defesa seja preservado e respeitado.
Um olhar sobre as desigualdades
Ao falar sobre sua própria trajetória, Jorge Wellington costuma se definir como um “insatisfeito contente”.
A expressão, segundo ele, resume uma postura diante da profissão e da vida: a insatisfação com as injustiças, desigualdades e problemas que ainda existem na sociedade e no sistema de Justiça, combinada com a gratidão pelas conquistas alcançadas ao longo da carreira.
O candidato afirma estar satisfeito com a trajetória construída, com a família, os amigos e o trabalho, atribuindo essa caminhada à sua fé e à gratidão a Deus.
A advocacia do interior no Quinto Constitucional
Na disputa pelo Quinto Constitucional, Jorge Wellington busca levar ao TJPE a perspectiva de um advogado que construiu sua carreira fora da capital.
Sua trajetória iniciada em Lajedo e consolidada em Garanhuns, aliada à experiência na advocacia criminal, no Tribunal do Júri e na defesa das prerrogativas, compõe a proposta de representar uma parcela da advocacia que enfrenta diariamente as particularidades do exercício profissional no interior.
O candidato defende uma Justiça mais próxima da advocacia e dos cidadãos, com atenção às dificuldades estruturais e profissionais enfrentadas por quem atua distante dos grandes centros.
Como funciona a escolha
O Quinto Constitucional está previsto no artigo 94 da Constituição Federal e reserva parte das vagas dos tribunais para integrantes da advocacia e do Ministério Público.
No caso da vaga destinada à advocacia no TJPE, a OAB Pernambuco escolherá seis nomes para formar a lista sêxtupla. Na etapa seguinte, o Tribunal de Justiça selecionará três candidatos para compor a lista tríplice. A escolha final caberá à governadora de Pernambuco, que nomeará um dos integrantes da lista para ocupar a vaga de desembargador ou desembargadora.


