Ministério Público investiga denúncias de tráfico de pessoas e trabalho escravo em contexto religioso

Procedimento preparatório da Promotoria de São Lourenço da Mata mira lideranças de igreja evangélica por supostas violações psicofísicas

Foto gerada por IA

A 1ª Promotoria de Justiça Criminal de São Lourenço da Mata instaurou um procedimento investigatório para apurar denúncias de crimes graves envolvendo lideranças da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEAD-PE). Segundo publicação do Diário Oficial do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) desta sexta-feira (17), a investigação foca em práticas que incluem tráfico de pessoas e exploração de trabalho.

O processo, registrado sob o número 02782.000.921/2025, foi classificado como um procedimento preparatório, etapa em que o órgão ministerial reúne elementos para confirmar a existência de ilícitos e identificar a autoria dos fatos narrados.

Escopo da investigação e delitos apontados

O objeto da investigação delimitado pelo MPPE abrange três frentes principais de supostos crimes cometidos no âmbito da instituição religiosa:

  • Tráfico interno de pessoas: Apuração sobre o deslocamento ou recrutamento de indivíduos dentro do território nacional para fins de exploração;
  • Trabalho análogo à escravidão: Investigação sobre a redução de pessoas a condições degradantes, jornada exaustiva ou restrição de locomoção;
  • Violações psicofísicas: Verificação de possíveis abusos contra a integridade física e mental das vítimas no contexto das atividades da igreja.

Próximos passos do Procedimento Preparatório

Com a abertura formal do procedimento, o Ministério Público deve dar início à coleta de depoimentos, requisição de documentos e realização de diligências técnicas para instruir o caso. O órgão busca esclarecer se as lideranças mencionadas utilizaram a estrutura religiosa ou a influência sobre os fiéis para a prática dos delitos citados.

Até o momento, o documento oficial não detalha o número de possíveis vítimas ou o período exato em que os fatos teriam ocorrido, restringindo-se a identificar a IEAD-PE como a instituição sob fiscalização. A investigação tramita na esfera criminal da comarca de São Lourenço da Mata.

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