Em vídeo oficial, liderança da advocacia pernambucana reforça caráter criminoso da violação de prerrogativas e presta apoio à advogada Áricka Cunha

A presidente da OAB Pernambuco, Ingrid Zanella, utilizou as redes sociais oficiais da instituição para manifestar repúdio veemente à prisão e ao tratamento dispensado à advogada Áricka Cunha, em Goiás. Zanella classificou o episódio — que envolveu a invasão de um escritório por um delegado da Polícia Civil — como uma grave afronta não apenas à classe, mas a todo o sistema democrático e de justiça do país.
Na mensagem, a presidente destacou que as críticas a órgãos públicos são legítimas e que o uso do aparato estatal para intimidar profissionais da advocacia configura um retrocesso institucional perigoso.
Os pontos centrais da manifestação
Ingrid Zanella estruturou sua fala em torno de três pilares fundamentais que regem a advocacia brasileira:
- Natureza Criminosa da Violação: A presidente relembrou que violar prerrogativas da advocacia é crime previsto em lei. “O advogado e a advogada são indispensáveis ao sistema de justiça e ao sistema democrático”, afirmou.
- Ilegalidade da Prisão e Abuso de Autoridade: Zanella criticou a tentativa de executar uma prisão ilegal por suposta difamação, além das agressões verbais proferidas pelo delegado, que tentou desqualificar a profissional ao chamá-la de “desequilibrada”.
- Inviolabilidade do Exercício Profissional: Foi reforçado que as prerrogativas garantem que o advogado possa atuar com independência, sendo seu escritório e suas manifestações invioláveis no exercício da função.
Atuação conjunta e defesa intransigente
A presidente da seccional pernambucana fez questão de ressaltar a união do sistema OAB, elogiando a pronta intervenção do Conselho Federal e da OAB Goiás. Citou nominalmente os presidentes Beto Simonetti (CFOAB) e Rafael Lara (OAB-GO), além do procurador nacional de prerrogativas, Alex Sarkis, como figuras chave na proteção da advogada.
“Nós estamos juntas na defesa intransigente das prerrogativas. Jamais possibilitaremos que violações que maculam todo o sistema de justiça se perpetuem no nosso ordenamento jurídico.” — Ingrid Zanella, Presidente da OAB-PE.
Impacto na democracia
O posicionamento da OAB-PE reforça o coro nacional de que o caso da Dra. Áricka Cunha não é um fato isolado, mas um alerta sobre os limites do poder estatal. Segundo Zanella, quando uma autoridade se sente no direito de invadir um escritório e tentar diminuir um advogado, é a própria segurança jurídica do cidadão que está sendo ameaçada, uma vez que o advogado é o escudo da sociedade contra abusos de poder.


