Coligação “União Pelo Povo” defende robustez de provas em cassação de gestores de Afogados da Ingazeira

Advogado da oposição afirma que perícia da Polícia Federal comprovou esquema de distribuição de combustível e prática de “caixa dois”

A Coligação “União Pelo Povo” manifestou-se oficialmente sobre a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a cassação dos mandatos do prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, e de seu vice, Daniel Valadares. Em nota assinada pelo advogado Vadson de Almeida Paula, a coligação afirmou receber a sentença com “total confiança”, sustentando que a condenação é pautada em elementos probatórios sólidos colhidos durante a investigação.

Perícia da Polícia Federal e acusações de abuso de poder

De acordo com o posicionamento da coligação opositora, a sentença fundamenta-se em um conjunto de provas técnicas, com destaque para o trabalho pericial realizado pela Polícia Federal. O advogado Vadson de Almeida Paula detalhou que a Justiça reconheceu a existência de práticas ilícitas graves que comprometeram a lisura do pleito.

“A condenação não se baseia em suposições, mas em provas robustas e seguras, principalmente na perícia elaborada pela Polícia Federal. A Justiça comprovou a existência de um esquema organizado de distribuição de combustível como forma de captação irregular de votos, além da prática de ‘caixa dois’ na campanha”, afirmou o jurista no documento.

Autonomia entre contas aprovadas e crimes eleitorais

A nota da Coligação “União Pelo Povo” rebateu diretamente o argumento utilizado pela defesa dos gestores — de que a aprovação das contas de campanha pelo tribunal deveria favorecê-los. Segundo o advogado Vadson de Almeida Paula, o julgamento das contas e o julgamento de ilícitos como o abuso de poder econômico são esferas independentes no Direito Eleitoral.

“Diferentemente do que é alegado, a aprovação das contas não influencia positivamente na análise desses ilícitos eleitorais por se tratar de processos distintos e autônomos”, explicou o advogado. A coligação reiterou sua convicção de que o Poder Judiciário manterá o entendimento para proteger a “legitimidade do processo democrático”.

Contexto da decisão

O posicionamento da oposição ocorre nesta terça-feira (28), após a divulgação da sentença de primeira instância que interrompe os mandatos da chapa vencedora da Frente Popular. Enquanto a defesa do prefeito e do vice busca a reforma da decisão no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a acusação defende a manutenção imediata da sentença com base na gravidade dos fatos narrados.

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