Isabela Lessa confirma pré-candidatura ao Quinto Constitucional e defende uma Justiça mais humana e conectada à advocacia

Advogada, professora e ex-diretora da ESA aposta na experiência de duas décadas na advocacia e no trabalho voluntário na OAB para disputar vaga no TJPE

A advogada Isabela Lessa confirmou sua pré-candidatura à vaga destinada à advocacia no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pelo Quinto Constitucional, aberta com a aposentadoria do desembargador Eduardo Sertório Canto. O processo de escolha seguirá as etapas previstas na Constituição Federal: a OAB Pernambuco formará uma lista sêxtupla, o Tribunal de Justiça reduzirá a relação para uma lista tríplice e a governadora de Pernambuco será responsável pela nomeação do novo desembargador ou da nova desembargadora.

Trajetória une advocacia, docência e atuação institucional

Com 20 anos de advocacia militante, Isabela Lessa é sócia fundadora do Bahia Lins e Lessa Sociedade de Advogadas, professora e ex-diretora da Escola Superior da Advocacia de Pernambuco (ESA-PE). Ao longo da carreira, também desenvolveu uma atuação voltada para a formação jurídica, a defesa da saúde mental e o fortalecimento da advocacia.

Segundo a advogada, sua experiência acadêmica e profissional, aliada ao trabalho institucional realizado na Ordem dos Advogados do Brasil, a motivam a colocar seu nome à disposição da classe na disputa pelo Quinto Constitucional.

Trabalho voluntário na OAB

Ao falar sobre sua candidatura, Isabela destacou que o Quinto Constitucional deve ser ocupado por profissionais que conheçam de perto a realidade da advocacia e que tenham histórico de contribuição para a classe.

Ela ressaltou que dedicou cerca de dez anos ao trabalho voluntário na OAB Pernambuco, período em que participou de projetos voltados ao fortalecimento institucional da advocacia e à qualificação profissional por meio da Escola Superior da Advocacia.

Para a pré-candidata, a experiência acumulada ao longo desse período permite compreender as necessidades dos advogados e contribuir para o aperfeiçoamento do Judiciário.

Advocacia na “ponta da dor”

Isabela defende que a presença de advogados nos tribunais amplia a diversidade de experiências dentro do Poder Judiciário.

Segundo ela, quem exerce a advocacia diariamente conhece de perto os desafios enfrentados pelos cidadãos e acompanha as consequências práticas das decisões judiciais.

Essa vivência, afirma, pode contribuir para uma prestação jurisdicional mais eficiente, sensível e conectada com a realidade social.

Saúde mental e ambiente de trabalho

Além da atuação jurídica, Isabela é reconhecida por desenvolver estudos e palestras sobre saúde mental no ambiente de trabalho.

Durante sua trajetória, passou a defender políticas voltadas ao bem-estar psicossocial, ao respeito ao direito à desconexão e à construção de ambientes profissionais mais saudáveis.

Ela também chama atenção para a nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que prevê a identificação e o gerenciamento dos riscos psicossociais nas organizações, reforçando a importância da prevenção ao assédio moral e sexual e da valorização das pessoas como principal patrimônio das instituições.

Como funciona a escolha pelo Quinto Constitucional

O Quinto Constitucional está previsto no artigo 94 da Constituição Federal e reserva parte das vagas dos tribunais brasileiros para integrantes da advocacia e do Ministério Público.

No caso da vaga destinada à advocacia no TJPE, o processo ocorrerá em três etapas:

  • A advocacia pernambucana elege os seis nomes da lista sêxtupla da OAB Pernambuco;
  • O Tribunal de Justiça de Pernambuco escolhe três candidatos para formar a lista tríplice;
  • A governadora de Pernambuco nomeia um dos integrantes da lista para ocupar o cargo de desembargador ou desembargadora.

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