Ministério Público investiga possível ofensa ao Estado Laico em Jaboatão dos Guararapes

Contratação de cantora gospel para aniversário da cidade em 2017 é o foco do inquérito civil

Foto gerada por IA

Jaboatão dos Guararapes, quinta-feira (9) – O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um Inquérito Civil para apurar uma denúncia de possível ofensa ao Estado Laico no município de Jaboatão dos Guararapes. A investigação, conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Jaboatão dos Guararapes, tem como objeto a contratação da cantora gospel Fernanda Brum para as festividades de aniversário da cidade em 2017.

O procedimento, registrado sob o número 02144.000.105/2020, foi aberto a partir de uma denúncia apresentada por Ana Carolina Bezerra e envolve a Secretaria de Cultura de Jaboatão dos Guararapes como parte interessada.

Processo homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público

A investigação sobre a possível ofensa ao Estado Laico foi um dos processos homologados pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) durante sua 7ª Sessão Ordinária. O trecho que detalha o inquérito consta na lista de processos aprovados pelo órgão, sob a relatoria de um dos conselheiros.

Antecedentes sobre a laicidade do Estado

O Ministério Público tem atuado em diversas frentes para garantir o respeito ao Estado laico. Em 2016, o MPPE já havia recomendado a Jaboatão dos Guararapes que o ensino religioso nas escolas seguisse a Constituição Federal, sem proselitismo ou doutrinação, após a promulgação da Lei Municipal n°1.281/2016, que poderia contrariar o conceito de Estado laico  

Ensino religioso nas escolas de Jaboatão deve seguir os ….

Em outro contexto, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou, em 2017, um Inquérito Civil para apurar possível violação à liberdade religiosa e à laicidade do Estado no âmbito da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, com a realização de censo religioso entre seus servidores  

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO + 1. As investigações no Rio de Janeiro se ampliaram para abranger supostas irregularidades em diversas esferas da administração municipal, incluindo o uso de escolas públicas para eventos religiosos e a autorização gratuita do Sambódromo para um evento da Igreja Universal  

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO + 1. O MPRJ destacou que a controvérsia não se limita à religião professada por gestores, mas sim à interferência do poder público na vida privada e à utilização da máquina pública para benefício de determinado segmento religioso  

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO + 1.

A apuração em Jaboatão dos Guararapes segue a linha de atuação do Ministério Público na defesa dos princípios constitucionais que regem a separação entre Estado e religião.

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