MPPE instaura inquérito para investigar funcionários fantasmas e nepotismo no IPEM-PE

Promotoria de Patrimônio Público apura denúncias de desvio de valores e atos de improbidade na autarquia estadual

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio das Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, oficializou a abertura de um inquérito civil para apurar uma série de irregularidades administrativas no Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (IPEM-PE). A portaria de instauração, publicada nesta quarta-feira (6), foca na repressão a atos de improbidade e na proteção da moralidade administrativa.

A investigação foi deflagrada após o recebimento de denúncias que apontam para um cenário de má gestão e uso indevido de recursos públicos na autarquia, que é vinculada ao Governo do Estado.


Foco da investigação: improbidade administrativa

O Inquérito Civil nº 01998.001.308/2025 foi estruturado para investigar três pilares principais de possíveis irregularidades:

  1. Funcionários fantasmas: Apuração sobre a existência de pessoas nomeadas que recebem salários sem a efetiva prestação do serviço.
  2. Nepotismo: Verificação de nomeações de parentes para cargos de confiança ou funções gratificadas, violando a Súmula Vinculante nº 13 do STF.
  3. Desvio de valores: Investigação sobre a destinação de verbas públicas que podem ter sido desviadas de suas finalidades institucionais.

Colaboração com a Controladoria Geral do Estado

De acordo com o texto da portaria, as irregularidades no IPEM-PE já estão sob a análise da Secretaria da Controladoria Geral do Estado (SCGE). O Ministério Público ressaltou que, embora as peças iniciais tragam indícios relevantes, ainda é necessário aprofundar a colheita de provas para descrever adequadamente as condutas conforme a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92).

A atuação conjunta entre o MPPE e os órgãos de controle interno do Estado visa garantir que eventuais responsáveis sejam punidos tanto na esfera administrativa quanto na judicial.


Próximos passos e possíveis sanções

Com a formalização do inquérito, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público adotará as seguintes diligências:

  • Requisição de documentos: Solicitação de folhas de pagamento, registros de ponto e contratos firmados pela autarquia.
  • Oitivas: Convocação de gestores e servidores para prestarem esclarecimentos sobre o fluxo de trabalho e as nomeações no instituto.
  • Ações Judiciais: Caso as irregularidades sejam confirmadas, o MPPE poderá ajuizar uma Ação Civil Pública ou uma ação de improbidade, que pode resultar na perda do cargo público, suspensão de direitos políticos e ressarcimento integral ao erário.

O Ministério Público reforçou que a medida é essencial para elucidar os fatos e decidir pelo ajuizamento das ações cabíveis ou, se for o caso, pelo arquivamento fundamentado das peças de informação.


Dados do procedimento:

  • Número: Inquérito Civil 01998.001.308/2025
  • Promotoria: Defesa da Cidadania da Capital (Patrimônio Público)
  • Localidade: Recife/PE
  • Data de publicação: 06 de maio de 2026 (DJe-MPPE)

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